sábado, março 12, 2005


"Senhores passageiros, informamos que nao se encontra em funcionamento a correspondência com a linha de Sintra na estação restauradores. Em alternativa poderão utilizar a correspondÊncia na estação Entrecampos ou Jardim Zoológico!" Posted by Hello

sexta-feira, março 11, 2005

Keane.. The last time

"This is the last time
That I will say these words
I remember the first time
The first of many lies
Sweep it into the corner
Or hide it under the bed
Say these things they go away
But they never do
Something I wasn't sure of
But I was in the middle of
Something I forget now
But I've seen too little of
The last time
You fall on me for anything you like
Your one last line
You fall on me for anything you like
And years make everything alright
You fall on me for anything you like
And I no I don't mind
This is the last time
That I will show my face
One last tender lie
And then I'm out of this place
So tread it into the carpet
Or hide it under the stairs
Say that some things never die
Well I tried and I tried
Something I wasn't sure of
But I was in the middle of
Something I forget now
But I've seen too little of
The last time
You fall on me for anything you like
Your one last line
You fall on me for anything you like
And years make everything alright
You fall on me for anything you like
And I no I don't mind
(instrumental)
The last time
You fall on me for anything you like
Your one last line
You fall on me for anything you like
And years make everything alright
You fall on me for anything you like
And I no I don't mind"

quinta-feira, março 03, 2005

Lol ja ca faltava =)

"Can anybody, find me somebody to
Each morning I get up, I die a little
Can barely stand on my feet
Take a look in the mirror and cry:
What are you doing to me?
I have spent all my years believin' in you
But I just can't get no relief!
But somebody,
Somebody
Can anybody find me somebody to love...
Got no feel I got no rhythm
I just keep losing my beat.
I'm okay I'm alright
It shows that there's no defeat
I just gotta get out of this prison cell
One day I'm gonna be free!
Lord somebody,Somebody
Can anybody find me somebody to love
Everyday
Everyday
I try and I try and I try
But everybody wants to put me down
They say I'm going crazy
They say I got a lot of water in my brain
Got no common sense
I've got nobody left to believe
Yea, yea yea yea yea
Can anybody find me
Somebody to love... "

domingo, fevereiro 27, 2005

"A hundred days had made me older
since the last time that I've saw your pretty face
A thousand lights had made me colder and I dont think I can look
at this the same But all the miles had separate
They disappear now when Im dreaming of your face
Im here without you baby but your still on my lonely mind
I think about you baby and I dream about you all the time
Im here without you baby but your still with me in my dreams
And tonight its only you and me
The miles just keep rollin
as the people either way to say hello
I've heard this life is overrated
but I hope that it gets better as we go
Im here without you baby but your still on my lonely mind
I think about you baby and I dream about you all the time
Im here without you baby but your still with me in my dreams
And tonight its only you and me
Everything I know,
and anywhere I go
it gets hard but it wont take away my love
And when the last one falls,
when its all said and done
it get hard but it wont take away my love
Im here without you baby but your still on my lonely mind
I think about you baby and I dream about you all the time
Im here without you baby but your still with me in my dreams
And tonight its only you and me "
A semana ta a chegar again.. Ja tou cheia de saudades =( Nao quero ir para lisboa.. quero ficar ca...
Miss you ..Lobe you too damn much

Your Song

"It's a little bit funny, this feeling inside
I'm not one of those who can easily hide
I don't have much money but, boy if I did
I'd buy a big house where we both could live
If I was a sculptor, but then again no
Or a man who makes potions in a traveling show
I know it's not much but it's the best I can do
My gift is my song yeah, and this one's for you
And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple but now that it's done
I hope you don't mind, I hope you don't mind
That I put down in words how wonderful life is
Now you're in the world
I sat on the roof and kicked off the moss
Well a few of the verses, well they've got me quite cross
But the sun's been quite kind while I wrote this song
It's for people like you that keep it turned on
So excuse me forgetting, but these things I do
You see I've forgotten if they're green or they're blue
Anyway, the thing is, what I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen
And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple but, now that it's done
I hope you don't mind, I hope you don't mind
That I put down in words how wonderful life is
While you're in the world
I hope you don't mind, I hope you don't mind
That I put down in words how wonderful life is
While you're in the world"

sábado, fevereiro 12, 2005

Cada lugar teu

"Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar"

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Auschwitz, o mal absoluto

" Na madrugada de 27 de Janeiro de 1945, um soldado da Divisão de Infantaria número 322 do exército soviético abria os portões e ficava sem perceber o que tinha diante de si. « Não estava a sonhar, estava perante um morto-vivo. Atrás dele, na escuridão, percebi que havia dezenas de fantasmas.» Yakov Vincenko tinha então 19 anos e quis o destino que fosse ele a descobrir a « entrada para o inferno». Para lá dos portões, encontravam-se mais de sete mil pessoas cujo peso médio rondava os 30 quilos. Eram as últimas provas da «solução final levada a cabo na localidade polaca de Oswiecim, a 60 quilómetros de Cracóvia.
«Alguns tentaram beijar-nos, eram só pele e osso, mal conseguiam manter-se de pé... É impossivel descrever.», tem repetido o antigo sodado, nascido há 79 anos na Ucrânia, a vários órgãos de comunicação de todo o mundo. Durante muito tempo, preferiu apagar da sua memória a experiência de entrar na maior fábrica de morte alguma vez construida pela espécie humana. Hoje, quinta-feira,27, quando participar nas cerimónias oficiais do 60ºaniversário da libertação de Auschwitz - ao lado de personalidades como Vladimir Putine, Jacques Chirac, Horst Koeller, Moshe Katzav, Viktor Yushchenko, Dick Cheney ou Silvio Berlusconi - é bem provável que Yakov Vincenko se lembre das « duas garrafas de vinho do Porto» que encontrou no maior campo de exterminio montado pelos nazis. Foram elas que o ajudaram a iludir as imagens da barbárie: « Mulheres, crianças, doentes. Muitos não se conseguiam sequer mexer-se. Os alemães não tiveram tempo de os matar a todos.» Aos moribundos juntavam-se os cadáveres, as ossadas e as cinzas de milhares de prisioneiros, espalhados por valas comuns, fornos crematórios, câmaras de gás.Naquela madrugada de há seis décadas, os militares do Exército Vermelho foram os primeiros a deparar-se com a dimensão da indústria de exterminio executada pelo III Reich. A entrada principal com o letreiro arbeit mach frei - o trabalho liberta - era muito mais do que um mero campo de concentração. Tratava-se de um complexo onde se aproveitava não apenas mão de obra escrava para a IG Farben, uma das maiores empresas quimicas da Europa, e outras unidades fabris instaladas em Auschwitz, mas que servia sobretudo para o regime hitleriano se desfazer dos « indesejáveis» . Em primeiro lugar os judeus, mas também opositores politicos, deficientes, ciganos e todos os outros que não fossem dignos de integrar a raça ariana. O resultado desta « selecção» e posterior aplicação prática, a endlosung, condenou à morte mais de 5,1 milhões de pessoas.
Uma contabilidade assassina que ainda suscita dúvidas aos chamados negacionistas do Holocausto - ainda este mês , o lider da extrema-direita francesa, Jean Marie Le Pen, voltou a afirmar que o regime nazi « não foi assim tão desumano.» O alemão Oskar Groning, actualmente com 85 anos, conseguiu evitar os demónios do seu passado durante quase meio século. Até ao dia em que teve de ouvir os comentários de um seu camarada das lides filatélicas a propósito de Auschwitz. Que era um disparate o Governo alemão continuar a diabolizar os simbolos nazis ou que era « impossivel» as tropas de Hitler terem morto tanta gente nos campos de concentração e exterminio. O coleccionador de selos e antigo gerente de uma fábrica de gelo perto de Hamburgo achou que era tempo de ajustar contas com a sua juventude e enfrentar a verdade. : « Eu vi as câmaras de gás. Eu vi os crematórios. Eu vi os pelotões de fuzilamento. Eu vi as selecções serem feitas. Acreditem, estas atrocidades aconteceram mesmo porque eu estive lá.»
Num relato impressionante publicado no jornal britânico The Guardian e num documentário exibido pela BBC, Oskar Groning assume aquilo que foi durante a Segunda Guerra Mundia : soldado das SS, destacado em Auschwitz durante dois anos. E confirmou que a barbárie pode não ter limites : o divertimento e as gargalhadas de alguns militares enquanto os corpos dos prisioneiros eram queimados, a cínica gentileza prestada aos recém-chegados para que não desconfiassem do que lhes ia acontecer ou as orquestrar dos campos que tocavam sem parar enquanto os rituais de morte se multiplicavam. Aliás, convém recordar que um dos comandantes de Auschwitz , Josef Kramer, um melómano inveterado que mandou gasear mais de 24 mil pessoas, chorava copiosamentem enquanto ouvia os músicos- forçado a executarem peças de Schumman.

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Escada Sem Corrimão

"É uma escada em caracol
e que não tem corrimão
Vai a caminho do sol
Mas nunca passa do chão.

Os degras, quanto mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos, nem sobressaltos,
servem sequer de lição.

Quem tem medo não a sobe,
quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
o castro do coração.

Sobe-se numa corrida,
correm-se perigos em vão.
Adivinhaste : é a vida
A escada sem corrimão!"

David Mourão Ferreira

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Closest thing to crazy - Katie Melua

"How can I think I'm standin strong,
Yet feel the air beneath my feet?
How can happiness feel so wrong?
How can misery feel so sweet?
How can you let me watch you sleep,
Then break my dreams the way you do?
How can I have got in so deep?
Why did I fall in love with you?
This is the closest thing to crazy I have ever been
Feeling twenty-two, acting seventeen,
This is the nearest thing to crazy I have ever known,
I was never crazy on my own:
And now I know that there's a link between the two,
Being close to craziness and being close to you.
How can you make me fall apart
Then break my fall with loving lies?
It's so easy to break a heart;
It's so easy to close your eyes.
How can you treat me like a child
Yet like a child I yearn for you?
How can anyone feel so wild?
How can anyone feel so blue?
This is the closest thing to crazy I have ever been
Acting twenty-two, feeling seventeen,
This is the nearest thing to crazy I have ever known,
I was never crazy on my own:
And now I know that there's a link between the two,
Being close to craziness and being close to you.
(and being close to you
and being close to you) "

Iris

"And I'd give up forever to touch you
'Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
and sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah, you bleed just to know you're alive
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am"

sábado, janeiro 29, 2005

" Agora imagina : estás no último piso do prédio mais alto do mundo e por baixo de ti só uma emboscada de fogo, labaredas a devorarem escadas na tua direcção. Lá fora, se partires os vidros, abre-se o mundo todo num ceu azul, para um precipicio mais fundo do que possas imaginar. Por isso imagina : não se trata de escolher entre a vida e a morte, tens de escolher como vais morrer.
Posso garantir, um ano depois, que ainda só acredito quando revejo os corpos destrambelhados, sacudidos pela ventania das alturas, precipitados num vôo sem regresso.
Olho e penso : estás vivo. Neste momento em que te captaram estavas vivo e sabias que estavas no fim. Posso garantir que não precisava desta brutal prova da nossa pequena mortalidade. Reconheço-a há muito, assalta-me constantemente, sei o que me aguarda, lá no fundo dos anos.
O que me fica é a sensação de estupidez.
Uma carreira dentro das noticias e dos acontecimentos, sem perceber que já nos moviamos há muito no 11 de Stembro. Em cada mulher morta à pedrada por setença de macho, em cada cimeira da terra atropelada pelo dinheiro, em cada discurso de cowboy que procura um novo alvo, em cada Argentina que de um momento para o outro esgravata de fome, em cada fome ininterrupta que rasteja pelas Áfricas e Ásias, em cada miudo morto por overdose, apalpado por um padre, espancado em familia.
Se te quiseres lembrar de olhar para a TV, lembra-te de tomar atenção, por exemplo, ao que costumamos chamar conflito israelo-árabe. Lembra-te que está lá desde que te lembras e que muito provavelmente te irá sobreviver.
E faz um esforço para verificar uma lógica contra a qual podes pouco : a melhor maneira de conseguir matar uma dezena ou mais de inimigos é levar uma bomba atada á cintura e abraçá-los num clarão de fogo. Estes homens e mulheres de bombas atadas á cintura, aos comandos de um avião, desafiam as unicas regras que conhecem e , sobretudo, riem-se do teus receios.
O nosso medo alimenta-se do que temos a perder . E contra os que decidem perder a vida para te castigar, podes pouco ou nada. Porque tudo pode acontecer a qualquer momento.
Esta será a lição de pesadelo aos onzes de Setembro.
Esta imensa cobardia mascarada de coragem suprema."

Rodrigo Guedes de Carvalho.
Um ano após o 11 de Setembro

segunda-feira, janeiro 24, 2005

She will be loved

"Beauty queen of only eighteen
She had some trouble with herself
He was always there to help her
She always belonged to someone else

I drove for miles and miles
And wound up at your door
I've had you so many times but somehow
I want more

I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be loved
And she will be loved

Tap on my window, knock on my door
I want to make you feel beautiful
I know I tend to get so insecure
It doesn't matter anymore

It's not always rainbows and butterflies
It's compromise that moves us along
My heart is full and my door's always open
You can come anytime you want

I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved

I know where you hide
Alone in your car
Know all of the things that make you who you are
I know that goodbye means nothing at all
Comes back and begs me to catch her every time she falls

Tap on my window, knock on my door
I want to make you feel beautiful

I don't mind spending every day
Out on your corner in the pouring rain, oh
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved

Please don't try so hard to say goodbye
Please don't try so hard to say goodbye

I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain

Please don't try so hard to say goodbye"

domingo, janeiro 23, 2005

Passagem de nível

"Depois daquela noite os teus seios incharam,
as tuas ancas alargaram
e os teus parentes admiraram-se
e falaram, falaram
Porque falaram de uma coisa tão bela,
tão simples , tão natural?
Tu não parias uma estrela,
Nem numa noite de vendaval..
Mas tudo terminou porque falaram.
Tu fraquejaste e tudo terminou,
- os teus seios desincharam,
só a tristeza ficou.
Ficou a tristeza de ua coisa tão bela,
tão simples, tão natural...
Tu não parias uma estrela,
Nem uma noite de vendaval."
Passagem de Nivel- Sidónio Muralha

Prende-te á vida.

" Estamos presos á vida e é por isso que construimos caminhos que nos levam até aos sonhos. Um dos atalhos ia dar ao teatro. Metemo-nos a caminho . Tinhamos um cesto cheio de livros e palavras de grandes autores, mas quisemos falar de nós e de vós tambem, dos nossos e dos vossos problemas, das angustias, das alegrias e tristezas.
Porque queremos conversar. Queremos partilhar os nossos sonhos. Estamos acordados, a meio do caminho, a dois passos de tocarmos um sonho!"
Prende-te a vida- peça de teatro do meu 11º ano =)

No title

" Era Verão e as ferias tinham começado há uma semana. Como sempre, estava na Nazaré, na casa da minha avó. Este ano ia ser diferente. Tinha feito 17 anos há poucos dias e finalmente ia poder sair á noite com as minhas primas e os amigos.
Na praia faziamos as parvoices do costume: jogar raquetes, piscar os olhos aos rapazes, contar anedotas, comer gelados. O Paulo era mesmo muito giro. Tinha 19 anos e olhos verdes. Sei lá porquê foi a mim que ele escolheu e eu ia morrendo derretida quando ele me perguntou " Queres namorar comigo?" , como nos filmes antigos e nas novelas . Não era so uma paixão de verão. O Paulo dizia isso todos os dias e quando as férias acabaram e cada um voltou para sua casa, escreviamos, telefonávamos e fim de semana sim, fim de semana não, viajavamos 60 km para nos encontrarmos.
Eu era virgem.Ao fim de quatro meses de namoro já tinhamos "avançado" tanto que resolvi tomar a pilula. Claro que sabiamos que nao podiamos ter um bébé.!
Fizemos amor três vezes. Começaram os exames, o Paulo tinha muito que estudar, cada ez tinhamos menos contacto.
Comecei a entir-me estranha : tinha nauseas, um pouco e febre, estava sempre indisposta.
Fui ao médico, fiz um teste para saber se estava grávida . Não, nao estava. O Paulo telefonou. Tinhamos que falar. Ele tinha feito as pazes com a ex-namorada, era uma história complicada, tinham namorado dois anos, terminaram, andaram com outras pessoas, voltaram,blá blá blá... O Verão acabou definitivamente. E não houve Outono. A transição foi de 40 graus à sombra, aí para uns dez negativos.
Pensava que todo este desconforto fisico que sentia tinha a ver com a devastação emocional provocada pela perda.
As minhas amigas diziam-me que já nao se morre por amor.
Não é verdade. Tenho 32 anos e estou a morrer.
De Sida ou de amor, agora já tanto faz!"

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Boletim de Vacinas

Chegas-te! Disseste olá e cumprimentaste-me com dois beijos! Por essa altura eu ja estou completamente a tremer e ao minimo gesto teu, tenho a certeza que caio! Conheço-te desde sempre e nunca pensei que a tua simples presença viesse a ter semelhante impacto em mim. Nao me lembro de tremer quando te sentavas ao pé de mim na escola primária, e tambem nao me lembro de tremer quando passavas por mim no ciclo! Penso que esta história toda do tremer veio com o secundário! Acho que tudo veio com o secundário! A historia do tremer, a historia do chorar, a historia de passar a ser fria e chegar mesmo a ser cruel! Tudo por causa da tua simples e insignificante existência. Ok... Pelos vistos nao é assim tao simples e insignificante porque se o fosse, eu ja estaria curada desta doença que tu és! E sabes que mais? Acho que se enganaram no centro de saude quando disseram que eu tinha as vacinas em dia! Se tenho o raio das vacinas em dia,porque e que sempre que apareces os sintomas reaparecem e eu me sinto doente outra veZ? Acho que tenho que lá voltar para ver se elas têm a certeza do que estão a dizer. Já passaram cinco anos desde que fui na tua conversa pela primeira vez e desde aí nunca mais fui a mesma. Mudei!Claro que mudei, tornei-me mais estúpida! E é essa parte que eu nao percebo. Dizem que as pessoas aprendem com os erros! Eu nao aprendo. Digo sempre que nao vai haver proxima vez! Mas há sempre, e isso revolta-me!Eu nao consigo perceber o que é que tu tens de especial! Nao consigo mesmo! Há para aí homens muito mais giros e muito melhores que tu! Mas acho que nenhum me diz o que tu me dizes, e nenhum me consegue fazer arrepiar ao respirar perto do meu pescoço! Acho que isso é o que te distingue de todos os homens giros e simpaticos! Essa tua maneira muito própria de ser! Essa tua «pseudo» arrogância, essa tua ironia estupida, que so consegues usar nos primeiros dez minutos de conversa, mas que ao fim de algum tempo, cansa-te e deixas-te de ironias e arrogâncias e começas a ser tu! E é isso que me aterroriza! È que enquanto tu estas a ser ironico eu ainda consigo resistir.te mas depois...! Claro que isto dura um dia ou dois porque tu depois voltas para Coimbra e só te lembras da vizinha no proximo fim de semana ou so no mes que vem! O pior é quando o fim de semana chega e tu não te lembras! Mas o pior nem é isso. O pior é que quando eu finalmente começo a esquecer-me da tua existencia, tu voltas e baralhas o boletim de vacinas todo outra vez. MAs eu vou deixar de estar doente! Vou lembrar dos medicamentos e vou lutar contra a doença porque felizmente esta tem cura! Espero é que os medicamentos nao tenham efeitos secundarios, porque ja me basta sofrer com a doença, nao quero sofrer tambem com a cura! Vais-te embora! Despedes.te com dois beijos. Por essa altura eu ja caí.
Sofia

Só numa Multidão

"Nunca se sentiram sós no meio de uma multidão!? Sempre me senti assim a vida inteira - uma peça anónima no meio de milhares de peças soltas pela cidade. Sempre me senti assim a vida inteira - Só. Enredada na minha teia. Fechada numa gaveta com milhares de pensamentos e ideias. Afogada na minha própria tristeza. Nunca se sentiram sós no meio de uma multidão? Sempre me senti assim : emparedada nos meus problemas! Afinal, não é como todos nós nos sentimos!?"

Carregar Pianos

« Há várias formas de levar uma relação para a frente - dizia o Luis enquanto preparava um sanduiche de queijo e fiambre, depois de chegarmos da praia- Eu, por exemplo, ponho-me a jeito e deixo-me ir. O tempo vai-me dando indicações subtis e de facto um entusiasmo inicial pode ou não levar a qualquer coisa mais consistente e nem sequer penso o que é que vai ser. A isso, os Americanos que têm grande sentido prático e são bons em expressões, chama dar um let go. Mas tu não. Passaste a vida a carregar pianos. Pois passei. A vida toda. Desde o dia em que me apaixonei pelo palerma da terceira classe, depois pelo primo direito da minha amiga Paula, depois pelo Miguel que não me ligava nenhuma e passava o tempo a jogar futebol e ténis. E depois, por mais meia dúzias de caramelos a quem tive o azar de achar alguma graça. Paixões de adolescência, começam do nada e acabam em nada porque não valem nada, a não ser enquanto duram, ás vezes com a vida mais curta do que uma mosca. Paixões impossíveis que nos tiram o sono e o apetite, nos põem a contar estrelas e a escrever poemas pirosos, nos fazem rezar mesmo quando já deixámos de ir á missa desde os onze, nos adoçam o coração e o olhar e enchem a almofada de água salgada quando as coisas correm mal, ou pior, não correm. Depois uma pessoa cresce e habitua-se a sofrer. A esperar. A sonhar um bolo gigante a partir de três migalhas. A acreditar no impossivel , a desejar o impensável. A querer que aqueles que amamos nos tragam o mundo numa bandeja. A isto chamamos carregat pianos. Até ao dia em que uma pessoa se cansa, baixa os braços, olha para o piano, encolhe os ombros e diz basta. Basta de espera, de obrigação, de sonhos , de promessas, de palavras mágicas e inconsequentes . Basta de promessas de amor , de castelos de areia, de adiamentos e hesitações, de ausências e de dúvidas. E depois, o mundo vai abaixo. As casas, os prédios, as pontes, tudo se defaz num estrondo imenso e assustador, que faz quase tanto barulho como um coração a bater com a porta. E como é o nosso coração que está a bater a porta, ainda custa mais. E sentimo-nos a desmanchar por dentro. Não é a partir, é só a desmanchar, como se nada tivesse forma ou fizesse sentido. E o piano está ali mesmo em frente, á espera de ser carregado. Dá vontade de pegar num martelo e de o destruir de raiva. Dá vontade de abrir e tocar meia dúzia de notas. Dá vontade de descansar sobre ele e falar-lhe baixinho, ao ouvido das cordas, para lhe explicar o que se passa. Que o cansaço já está acima do sonho , que o medo está acima da força, que a vontade comanda a vida, mas não o amor. Explicar que o tempo há-de trazer nos ventos a indicação de um caminho qualquer para onde o piano possa ir sem ser carregado. Carregar pianos. Escada acima, quatro andares sem elevador. As costas doem, os braços tremem, as curvas na escada são uma equação impossivel de resolver, tudo é dificil , tudo é inglório. E o amor transforma-se numa luta, num sacrificio, somos mártires da nossa loucura, flagelados pela nossa obstinação e teimosia. E o pior é que quando chegamos ao fim da batalha, e o piano tá lá em cima, não era naquela sala, nem era aquela pessoa. Carregar pianos. Para quê se quase todos têm rodinhas?! Não é desistir, é só mudar de vida e esperar que ela nos traga o que mais precisamos, sem partir as costas nem torcer os braços. E geralmente até traz!»
Margarida Rebelo Pinto

Hello

Just to say Hi...
Nao tenho muito jeito para estas coisas de escrever, portanto isto nao vai ser propriamente um blog para eu por textos meus... É mais uma espécie de conjunto de textos que gosto.. Porem, ocasionalmente poderá haver qualquer coisa minha...
Quando isso acontecer, I´ll Let you know.
Thanks
=)
Sofia