quinta-feira, fevereiro 15, 2007

[...] No entanto, foi graças a outro aspecto que este livro me conquistou. A criança que aqui nos conta a sua história era um dos eleitos de Deus. A partir do momento em que a sua consciência despertara, ele só vivia para Deus, alimentado pelo Talmude, possuindo a ambição de ser iniciado na Cabala, devotado ao Eterno. Será que anteriormente já alguma vez tinhamos pensado nesta consequência de um horror menos visivel, menos evidente do que outras abominações, mas que , no entanto, é a pior de todas, para nós que temos fé: a morte de Deus na alma daquela criança que descobre, de uma assentada,o mal absoluto?
Tentemos imaginar o que se passa dentro dela enquanto os seus olhos vêem dissipar-se no céu os anéis de fumo negro saidos do forno onde a sua pequena irmã e a sua mãe serão lançadadas, depois de milhares de outras pessoas: « Nunca mais esquecerei esta noite, a primeira noite no campo, que fez da minha vida um noite longa e sete vezes aferrolhada. Nunca mais esquecerei este fumo. Nunca mais esquecerei as pequeninas caras das crianças cujos corpos eu tinha visto transformarem-se em espirais sob um azul mudo.Nunca mais esquecerei estas chamas que consumiram para sempre a minha fé. Nunca mais esquecerei este silêncio nocturno que me privou,para a eternidade, do desejo de viver.Nunca mais esquecerei estes momentos que assassinaram o meu Deus e a minha alma, e os meus sonhos, que tomaram a aparência de um deserto. Nunca mais esquecerei isto, mesmo que tenha sido condenado a viver tanto tempo quanto o próprio Deus. Nunca mais.»
Compreendi então de que é que eu tinha gostado tanto desde o início no jovem israelita: daquele olhar de Lázaro ressuscitado e, no entanto, sempre prisioneiro das margens tenebrosas por onde vagueava, cambaleando por cima de cadáveres desonrados. Para ele, o grito de Nietzsche exprimia uma realidade quase física: Deus está morto, o Deus do amor, da doçura e do consolo, o deus de Abraão, de Isaac e de Jacob dissipou-se para sempre sob o olhar desta criança, no fumo do holocausto humano exigido pela Raça, o mais voraz de todos os ídolos. E em quantos judeus pios é que esta morte não terá também ocorrido? No dia horrível em que a criança assistiu ao enforcamento (sim!) de outra criança, que tinha, segundo ele nos diz, a face de um anjo desditoso, ela ouviu alguém atrás dela gemer: « Onde está Deus?Onde é que ele está? E dentro de mim um voz respondia-lhe : Onde é que Ele está? Ei-lo - está aqui pendurado nesta forca.»
No último dia do calendário judeu, a criança assiste à cerimónia solene do Rosh Hashaná. Ela ouve milhares de escravos gritarem a uma só voz: « Bendito seja o nome do Eterno!». Ainda não há muito tempo, também ela se tinha prostrado com tamanha adoração, tamanho receio, tamanho amor. Mas naquele dia,ela mantém-se direita, ela resiste. A criatura humilhada, e ofendida para lá do que é concebivel pelo espirito e pelo coração desafia a divindade cega e surda: « Hoje, eu já não implorava, já não era capaz de me lamentar.Sentia-me, pelo contrário, muito forte. Eu era o acusador.E o acusado era Deus. Os meus olhos estavam abertos e eu estava só, terrivelmente só no mundo, sem Deus, sem homem. Sem amor nem piedade. Nada mais era do que cinzas, mas sentia-me mais forte do que aquele Todo-Poderoso ao qual eu tinha unido a minha vida durante tanto tempo. No meio daquela assembleia religiosa, eu era um observador estrangeiro.»
E eu, que acredito que Deus é amor, que podia eu responder ao meu jovem interlocutor cujos olhos azuis ainda conservava, o reflexo daquela tristeza própria de um anjo, aparecida um dia na face da criança enforcada? Que lhe disse eu? Falhei-lhe eu daquele israelita, daquele irmão que talvez se assemelhasse a ele, daquele crucificado cuja cruz venceu o mundo? Ter-lhe-ei dito que aquilo que para ele foi um obstáculo para mim foi pedra angula e que a conformidade entre a cruz e o sofrimento dos homens, continua a ser, aos meus olhos, a chave deste mistério insondável no qual a sua fé de criança se perdeu? No entanto,Sião ressurgiu dos crematórios e dos ossários. A nação judaica ressuscitou por entre estes milhões de mortos. É por eles que ela está de novo viva. Nós não conhecemos o preço de uma unica gota de sangue, de uma unica lágrima. Tudo é graça. Se o Eterno é o Eterno, pertence-lhe a ele a ultima palavra em relação a cada um de nós. Eis o que eu poderia ter dito á criança judia. Mas só conseguia abraçá-lo ao mesmo tempo que chorava."
Elie Wiesel, Noite
So tenho uma coisa a dizer.. É este o Deus Todo-Poderoso, que morreu para nos SALVAR?
Entao aqueles todos que morreram, que foram mortos, nao faziam parte do grupo para ser salvo? Onde esta a misericordia, a piedade.. Por favor, foram crianças queimadas, torturadas.Porquê? Como é que isto aconteceu.
E como é que pode haver um numero tao grande de pessoas capaz de tamanha maldade?
Para alem de ainda nao conseguir compreender todas as mortes,nao consigo compreender a maldade dos SS. Por muitos livros que leia e muitos filmes que veja, nao consigo conceber que haja alguem capaz de se rir perante tais atrocidades.
Atormenta-me.
" Um dia consegui levantar-me, depois de ter reunido todas as minhas forças.Queria ver-me ao espelho que estava suspenso na parede da frente.Desde o gueto que nao me via a mim mesmo.
Do fundo do espelho, um cadáver contemplava-me.
O seu olhar no meus olhos nunca me abandona."
[...]" Estrada sem fim. Deixar-se empurrar pela multidão desordenada, deixar-se arrastar pelo destino cego. Quando os SS estavam cansados, eram rendidos. A nós, ninguém nos rendia. Com os membros transidos pelo frio, apesar da corrida, a garganta seca, esfomeados, esfalfados, nós continuávamos.
Éramos os donos da natureza, os donos do mundo. Tínhamos esquecido tudo, a morte, o cansaço, as necessidades fisiológicas. Mais fortes do que o frio e a fome, mais fortes do que os disparos e o desejo de morrer, condenados e vagabundos, simples números, nós éramos os únicos homens sobre a terra.
Por fim a estrela da manhã surgiu no ceú cinzento. Uma vaga claridade começava a apareçer no horizonte. Nós não podíamos mais, estávamos sem forças, sem ilusões." [...]

[...] "Ao voltar da distribuição do pão,encontrei o meu pai a chorar como uma criança:
- Meu filho, eles batem-me!
- Quem?
- Ele, o francês... e o polaco... Eles bateram-me...
Mais uma ferida no coração, um ódio suplementar. Uma razão a menos para viver.
- Eliezer... Eliezer... diz-lhes que não me batam... Eu não fiz nada.. Porque é que eles me batem?" [...]

quinta-feira, novembro 02, 2006

Eram três e meia quando cheguei a Molelos. O largo à volta da Igreja já estava cheio. De colegas teus da faculdade, de pessoas conhecidas, de amigos da secundária.
Toca o sino, anunciando a tua chegada. Á frente vê-se a primeiro a cruz, depois o padre e depois "chegas" finalmente tu.
Apesar de ali estar, continuo sem aceitar e sem acreditar. É como se estivesse num sitio distante, a olhar para mim, ali especada a ver chegar o caixão.
Entro para a igreja e sento-me num dos bancos da frente. A igreja começa a encher.
Não tens noção da quantidade de gente que te veio prestar uma última homenagem.
A igreja tá cheia, assim como todo o largo à volta dela.
A missa começa. Vejo a Filipa e vou ter com ela. Toda ela treme. Eu consigo aguentar.
É então que começa o padre a falar.
A dizer que te foste. Que embora seja dificil compreender, é assim a "Lei de Deus".
Quem gosta de cá andar vai-se, quem nao gosta fica.
Tretas! Nao consigo ouvir uma unica palavra sei que sinta uma raiva enorme.
Um dos teus professores do Piaget, aproxima-se para dizer umas palavras.
Fala da tua doçura, da tua calma.
A injustiça de ser tirada a vida a uma rapariga tão nova, com tantos sonhos.
Ele quer que demos continuidade aos teus sonhos. O teu maior sonho era casar e ter filhos.
Quer que cada um de nós se reveja em ti, e que acção nossa tenha um pouco de ti.
Eu não aguento.
Acaba a missa, depois de mais um quantidade incrivel de barbaridades, e de eternidade, e de refeições na mesa do Senhor.
Sai o caixão, e tudo segue em direcção ao cemitério.
Não consigo olhar para a Filipa, nem para ninguem. Continuo a caminhar, como se nem sequer mandasse no meu proprio corpo. Ele segue todos os outros quase por si próprio.
Chegámos ao cemiterio. Lançam pombas brancas e baixam o caixão.
Começam a deitar terra para cima.
Só aí é que me apercebo finalmente que não voltas.
Apercebo-me mas continuo sem perceber. Acho que nunca irei consegui-lo.
Já sinto a tua falta.

domingo, outubro 29, 2006

R.I.P Baby - 1985-2006

A morte é sempre fodida, mas normalmente quando ouvimos falar em pessoas que morreram, seja por que razao for, quer queiramos quer nao, passa-nos quase sempre ao lado.
A mim tambem acontecia o mesmo. " Morreu nao sei quem num acidente nao sei onde".
Epah, que chatice.. Olha é a vida.
Lidei contigo desde o setimo ao decimo ano. Foram quatro anos, diariamente a conviver contigo, a brincar...
Eras uma pessoa muito querida.. Com um feitio dificil, mas nos conseguiamos dar a volta e sabiamos como.
Eras brincalhona, muito sincera, doesse a quem doesse, e teimosa até mais nao.
Mas todas naquele grupo tinhamos cada uma a sua particularidade.
Nao posso dizer que a empatia foi logo a primeira vista, porque eramos crianças e nao nos demos logo. Mas chamou me a atençao o facto de tambem te chamares Carla e aproximei-me.
Foram anos bastante divertidos com voces.
Entretanto chumbei e separamo-nos. Cada um seguiu a sua vida e nunca mais ouvi falar de ti.
Até ontem.
" Olha sabes aquela tua colega a quem o pai morreu há tres anos?"
" Ya, a Carla."
" Olha teve um acidente, ta em coma.. partiu as pernas todas e entrou em coma no hospital."
Choque imediato. O "simples" facto de estares em coma ja era bastante mau. Estranho, quase como uma nao aceitação de que algo assim poderia acontecer a alguem proximo e conhecido. Alguem com quem eu lidara.
Mas a verdade é que aconteceu. Partiste as pernas, ficaste com uma rotula desfeita e pedaços dos ossos foram para o sangue. Tiveste uma embolia pulmonar e um derrame cerebral. Como se nao basta-se teres ido para debaixo de uma camiao e tares toda partida ainda faltava isto.
Para tentarem estabilizar-te induziram-te o coma. Quando tentaram acordar-te nao conseguiram. Nao acordaste.
Ainda assim havia esperança, operaram-te hoje durante a tarde e disseram que amanha ja poderias receber visitas.
22h30:
" Olha, a Carla morreu hoje à tarde."
Assim, de repente. Acabou.
Porra, tinhas 21 anos! Ninguem morre com 21 anos. Ninguem devia morrer com 21 anos.
A mesma sensação de estranheza, de não aceitação.
Eras um boa pessoa. Sei que toda a gente diz bem das pessoas quando elas morrem, mas é mesmo verdade. Eras uma optima pessoa.
Enquanto estou a escrever isto e a escrever que tu morreste, ainda me custa a acreditar.
As coisas nao deviam ser assim. O teu pai morreu há tres anos e agora tu. Precisamente da mesma maneira.
Gostei de te conhecer. Não serás esquecida.
Descansa em Paz, Baby.
R.I.P Carla
1985-2006

segunda-feira, setembro 04, 2006

Da Natureza - Parménides

[...]Vamos, vou dizer-te - e tu escuta e fixa o relato que ouviste -
quais os únicos caminhos de investigação que há para pensar:
um que é, que não é para não ser,
é caminho de confiança ( pois acompanha a verdade);
o outro que não é, que tem de não ser´,
esse te indico ser caminho em tudo ignoto,
pois não poderás conhecer o não ser, não é possivel,
nem mostrá-lo [...]

[...] Nota também como, o que está longe, pela mente se torna
[firmemente presente:
pois não separarás o ser da sua continuidade com o ser,
nem dispersando-o por toda a parte segundo a ordem do mundo, nem reunindo-o

É necessário que o ser, o dizer e o pensar sejam; pois podem ser,
enquanto o nada não é: nisto te indico que reflictas.
Desta primeira via de investigação te afasto,
e logo também daquela em que os mortais, que nada sabem,
vagueiam, com duas cabeças: pois a incapacidade
lhes guia no peito a mente errante; e são levados,
surdos ao mesmo tempo que cegos, aturdidos, multidão indecisa,
que acredita que o ser e o não ser são o mesmo
e o não mesmo, para quem é regressivo o caminho de todas as coisas.[...]

[...] Quando a mulher e o homem juntos misturam as sementes de Vénus,
a força que se forma nas veias a partir de sangues diversos,
mantendo o equilibrio, gera corpos bem formados.
Se, contudo, misturados os sémenes , as forças se opõem,
e não fazem unidade, misturados no corpo, cruéis,
atormentam o sexo da criança com o duplo sémen.
Assim, segundo a opinião, as coisas nasceram e agora são
e depois crescerão e hão-de ter fim.
A essas coisas os homens puseram um nome que a cada um distingue.[...]

quarta-feira, julho 26, 2006

De olhos bem abertos

Há dois meses que tem sido assim.. Nunca adormecer antes das 5h, 5h30..
O corpo mexe-se pela centésima vez, os olhos fazem um esforço para se manter fechados e a mente tenta esvaziar-se.
Espero mas... Nada! Continua tudo na mesma.. Continuo completamente desperta, como se tivesse acabado de acordar.
Quando finalmente adormeço, passo o tempo que me resta a acordar, por razão nenhuma em particular.
E depois, é sempre a mesma história. Acordo cansada, cheia de sono, como se nao tivesse dormido nada, e a refilar com toda a gente.
Enfio-me no sofá durante a tarde toda, a tentar nao adormecer ( para ter sono a noite) , janto, saio, e depois volto para casa e para cama...
E começa tudo outra vez...
O corpo a revirar-se na cama, os olhos a tentarem fechar-se e a mente em branco..
O sono nao vem e a cabeça começa a mostrar os primeiros sinais de cansaço desta luta interminável com o mundo dos sonhos...

segunda-feira, maio 22, 2006

The Blower´s Daughter

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
I just can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most...most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Love will show you everything

"Today, today I bet my life
you have no idea, what I feel inside

Don't, be afraid to let it show
for you never know, if you let it out

[Chorus]
I love you, you love me
take this gift and don't ask why
'cause if you, will let me
I'll take what scares you, hold it deep inside
and if you, ask me why
I'm with you and why I'll never leave
love will show you everything

One day, when youth is just a memory
I know, you'll be standing right next to me
oohhh
[Chrous]

I love you, you love me
take this gift and don't ask why
'cause if you, ('cause if you) will let me
I'll take what scares you hold it deep inside
and if you, ask me why
I'm with you and why I'll never leave
my love will show you everything
my love will show you everything, thing
my love will show you everything
our love will show us everything "
Jennifer Love Hewitt

quinta-feira, janeiro 12, 2006

The Promise

"If you wait for me then
I'll come for you
Although I've traveled far
I always hold a place for you in my heart
If you think of me,
If you miss me once in a while
Then I'll return to youI'll return and fill that space in your heart
Remembering
Your touch
Your kiss
Your warm embrace
I'll find my way back to you
If you'll be waiting
If you dream of me like I dream of you
In a place that's warm and dark
In a place where I can feel the beating of your heart
Remembering
Your touch
Your kiss
Your warm embrace
I'll find my way back to you
If you'll be waiting
I've longed for you and I have desired
To see your face your smile
To be with you wherever you are
Remembering
Your touch
Your kiss
Your warm embrace
I'll find my way back to you
If you'll be waiting
I've longed for you and I have desired
To see your face, your smile
To be with you wherever you are
Remembering
Your touch
Your kiss~
Your warm embrace
I'll find my way back to you
Please say you'll be waiting
Together againIt would feel so good to be
In your armsWhere all my journeys end
If you can make a promise
If it's one that you can keep,
I vow to come for you
If you wait for me and say you'll hold
A place for me in your heart."

domingo, dezembro 11, 2005

"Say it's true
There's nothing like me and you
I'm not alone
Tell me you feel it too
And I would run away
I would run away, yeah yeah
I would run away
I would run away with you
Because I, have fallen in love with you
No, never, I'm never gonna stop
Falling in love with you
Close the door
Lay down upon the floor
And by candlelight
Make love to me through the night
Cause I have run away
I have run away, yeah yeah
I have run away, run away,run away
I have run away with you
Because I, have fallen in love with you
No, never, I'm never gonna stop
Falling in love with you
And I would run away
I would run away, yeah yeah
I would run away
I would run away with you
Because I, have fallen in love with you
No, never, i'm never gonna stop
Falling in love with you
With you, my love
With you
Runaway yeah, runaway yeah
runaway, runaway, runaway, runaway
runaway yeah, runaway yeah, runaway, runaway, runaway yeah...
with.....you......."
The Corrs - Runaway

sexta-feira, agosto 19, 2005

Message in a Bottle II

6 de Março de 1994
Minha Querida Catherine
Onde estás tu? E porque razão, interrogo-me sentado sozinho numa casa escurecida, como fomos forçados a separar-nos?
Não conheço as respostas para estas perguntas, por mais que me esforce por compreender.A razão é evidente, mas a minha mente obriga-me a rejeitá-la e sou atormentado pela ansiedade durante todas as minhas horas de vigilia. Sinto-me perdido sem ti. Sinto-me sem alma, um vagabundo sem casa, um pássaro solitário em voo para lado nenhum. Sinto todas essas coisas, e não sou absolutamente nada. Esta, meu amor, é a minha vida sem ti. Anseio por que tu me mostres como viver de novo.
Tento lembrar-me de como éramos em tempos, no convés ventoso do Happenstance. Lembras-te como trabalhámos nele juntos? Tornámo-nos numa parte do oceano enquanto o reconstruíamos, porque ambos sabíamos qu tinha sido o oceano que nos tinha juntado. Era em alturas como essas que eu compreendia o sentido da verdadeira felicidade. À noite, velejávamos sobre a água enegrecida e eu contemplava o luar reflectindo a tua beleza. Olhava para ti com espanto e sabia no meu coração que estaríamos juntos para sempre. É sempre assim, pergunto-me, quando duas pessoas estão apaixonadas? Não sei, mas se a minha vida desde que te tiraram de mim serve de alguma indicação, então penso saber as respostas. A partir de agora, sei que estarei sozinho.
Penso em ti, sonho contigo, invoco-te quando mais preciso de ti. É tudo o que posso fazer, mas para mim não é o suficiente. Nunca será o suficiente, eu sei isso, mas que mais me resta fazer? Se aqui estivesses, dir-me-ias, mas até isso me roubaram. Tu sabias sempre as palavras certas para apaziguar a dor que sentia. Tu sempre soubeste como fazer para que eu me sentisse bem por dentro.
É possivel que saibas como eu me sinto sem ti? Quando sonho, gosto de pensar que sim. Antes de nos termos encontrado, atravessava a vida sem sentido, sem razão. Sei que, de alguma maneira, todos os passos que dei desde o momentoem que comecei a andar eram passos dirigidos ao teu encontro. Estávamos destinados a encontrarmo-nos.
Mas agora, sozinho na minha casa, comecei a perceber que o destino pode magoar uma pessoa tanto quanto a pode abençoar, e dou por mim a perguntar-me porque razão - de todas as pessoas do mundo inteiro que alguma vez poderia ter amado - tinha de me apaixonar por alguém que foi levada para longe.

Garret

quarta-feira, agosto 17, 2005

You´re Beautiful

"My life is brilliant
My love is pure
I saw an angel
Of that I'm sure
She smiled at me on the subway
She was with another man
But I won't lose no sleep on that,'
Cause I've got a plan
You're beautiful,
You're beautiful,Your beautiful, I
t's true
I saw your face in a crowded place,
And I don't know what to do,
'cause i'll never be with you
Yes, she caught my eye,
As I walked on by,
She could see from my face that I was,fucking high,
And I don't think that I'll see her again,
But we shared a moment that will last till the end
You're beautiful,
You're beautiful,
You're beautiful it's true.
I saw your face in a crowded place,
And I don't know what to do,'cause I'll never be with you
You're beautiful,
You're beautiful,
You're beautiful,
You're beautiful.
You're beautiful, it's trueT
here must be an angel with a smile on her face,
When she thought up that I should be with you
But it's time to face the truth,
I will never be with you..."


James Blunt - You´re Beautiful

Message in a Bottle

22 de Julho de 1997
Minha Querida Catherine
Sinto a tua falta, meu amor; como sempre, mas hoje é particularmente dificil porque o oceano tem estado a cantar para mim, e a canção é a da nossa vida juntos. Quase consigo sentir-te a meu lado enquanto escrevo esta carta, e consigo cheirar o aroma de flores silvestres que me faz sempre lembrar de ti. Mas neste momento, essas coisas não me dão qualquer prazer. As tuas visitas têm sido menos frequentes, e por vezes sinto como se a maior parte do que sou estivesse lentamente a dissipar-se.
Estou a tentar, ainda assim. À noite quando estou sozinho, chamo por ti, e sempre que a minha dor parece ser a maior, encontras constantemente maneira de voltar para mim. Ontem à noite, nos meus sonhos, vi-te no pontão perto de Wrightsville Beach. O vento soprava através do teu cabelo e o s teus olhos retinham a luz pálida do Sol que se desvanecia.
Fico espantado quando te vejo encostada ao parapeito. Tu és bela, penso, enquanto te vejo, uma visão que nunca consigo encontrar em mais ninguém. Começo a andar lentamente na tua direcção e quando, finalmente, te voltas para mim, reparo que os outros têm estadoa observar-te também. «Conhece-la?» perguntam.me em sussuros invejosos, e enquanto sorris para mim, respondo simplesmente com a verdade. « Melhor do que o meu próprio coração.»
Paro quando chego perto de ti e envolvo-te nos meus braços. Anseio por esse momento mais do que qualquer outro. É a razão da minha vida, e quando tu retribuis o meu abraço, eu entrego-me a esse momento em paz mais uma vez.
Levanto a mão e toco suavemente na tua face e tu inclinas a cabeça e fechas os olhos. As minhas mãos são ásperas e a tua pele é macia, e interrogo-me durante um momento se vais afastar-te, mas claro que não o fazes. Nunca o fizeste, e é em alturas como esta que eu sei qual é o meu objectivo na vida.
Estou aqui para te amar, para te segurar nos braços, para te proteger. Estou aqui para aprender contigo e para receber o teu amor em troca. Estou aqui porque não existe outro sitio onde possa estar.
Mas depois, como sempre, a neblina começa a formar-se enquanto permanecemos juntos um do outro. É um nevoeiro distante que nasce do horizonte, e descubro que começo a ficar com medo á medida que ele se aproxima. Ele insinua-se lentamente, envolvendo o mundo á nossa volta, cercando-nos como que para evitar que fujamos. Como uma nuvem rolante, cobre tudo, fechando até mais nada restar senão nós os dois.
Sinto a minha garganta fechar e os meus olhos encherem-se de lágrimas porque sei que são horas de partires. O olhar que me lanças naquele momento persegue-me. Sinto a tua tristeza e a minha própria solidão, e a dor no meu coração, que permanecera silenciosa só por um pequeno intervalo de tempo, torna-se mais forte quando tu me soltas.E então estendes os braços e dás uns passos para trás, desaparecendo no nevoeiro, porque ele é o teu lugar e não o meu. Anseio por ir contigo, mas a tua única resposta é abanares a cabeça porque ambos sabemos que é impossivel.
E eu assisto com o coração a partir-se enquanto desapareces lentamente. Dou comigo a esforçar-me por lembrar tudo acerca daquele momento, tudo acerca de ti. Mas depressa,sempre demasiado depressa, a tua imagem desaparece e o nevoeiro recua para o seu lugar longinquo e eu fico sozinho no pontão e não me importo com o que os outros pensam quando baixo a cabeça e choro e choro e choro.
Garret

sexta-feira, julho 22, 2005

Bad Day


"Where is the moment we needed the most
You kick up the leaves and the magic is lost
They tell me your blue skies fade to grey
They tell me your passion's gone away
And I don't need no carryin' on
You stand in the line just to hit a new low
You're faking a smile with the coffee to go
You tell me your life's been way off line
You're falling to pieces everytime
And I don't need no carryin' on
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
You had a bad day
Well you need a blue sky holiday
The point is they laugh at what you say
And I don't need no carryin' on
You had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
(Oh.. Holiday..)
Sometimes the system goes on the blink
And the whole thing turns out wrong
You might not make it back and you know
That you could be well oh that strong
And I'm not wrong
So where is the passion when you need it the most
Oh you and I
You kick up the leaves and the magic is lost
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
You've seen what you like
And how does it feel for one more time
You had a bad day You had a bad day "

quarta-feira, julho 06, 2005

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domingo, junho 26, 2005

Boletim de Vacinas Actualizado

É bom passar por ti e sentir nada mais do que aquela alegria de ver um amigo que ja nao vi há bue... É bom e ao mesmo tempo nao deixa de ser um bocadinho estranho...
Fizeste parte da minha vida durante imenso tempo.. Se pensar bem foi quase a minha vida toda.. Desde os cinco anos que sempre lá estiveste, inicialmente como meu amigo para passares a ser meu namorado , para voltares outra vez a ser meu amigo..
Durante este tempo passaram-se imensas coisas.. Lembro me de chorar uma vez ás quatro da manha, com a "Barb Wire" a dar na tvi, por tu me teres dito que o melhor era deixares de ser meu amigo porque nao me querias magoar mais..
Foi lixado.. A ideia de nao te ter como namorado foi má, mas pensar no facto de desaparecers para sempre da minha vida foi simplesmente uma coisa que eu sabia que nao ia conseguir suportar.. Sempre que pensava em mim daqui a uns anos imaginava te sempre la.. Por isso imagina o efeito que aquela pequena mensagem teve em mim , num sabado á noite, ás quatro da manha, com a "Barb Wire" a dar na tvi..
O estranho é como isso tudo mudou..
Como namorado nao te vou ter nunca mais, porque finalmente curei me da tua doença.. E bem curada..
Encontrei quem tambem esteve sempre lá, ao mesmo tempo que tu,mas que eu nao conseguia ver porque a tua imagem era grande demais para eu ver sequer a sombra de mais alguem.
Encontrei quem eu gosto realmente, e nao quem eu estava habituada a gostar.. Porque ao fim de uns anos eu ja estava habituada a gostar de ti... Nao conhecia outra realidade sem ser essa..
Mas agora conheço.. E é realmente muito melhor..
Como amigo nao sei se te tenho como ja tive.. Antes contava te tudo, passava horas contigo ao telefone e quando finalmente desligavamos , começavam as mensagens..
Entretanto o t empo ao telefone foi reduzindo, passando a ser so mensagens, para no fim ser uma mensagem esporádica a perguntar se tá tudo bem..
Nao sei se posso dizer que desapareceste da minha vida, mas a tua existencia passou a ser algo que eu nao conto como certo.
Quando quiseres voltar a aparecer, sabes que eu estou sempre aqui, ou nao fosse eu tua vizinha =)..
Mas nao penses que a minha vida vai ser resumida ao que uma vez foi.. A uma espera.. Espera que tu aparecas..
Eu estou ca.. Mas nao vou estar parada.. Vou continuar a viver, sem ti.. Sem um amigo.. POrque para estar parada ja me bastaram quase 5 anos da minha vida..
Fica bem..
Gostei de te conhecer

segunda-feira, junho 20, 2005

Come What May

Never knew I could feel like this
Like I've never seen the sky before
Want to vanish inside your kiss
Every day I love you more and more
Listen to my heart, can you hear it sing?
Telling me to give you everything
Seasons may change, winter to spring
But I love you until the end of time
Come what may
Come what may
I will love you until my dying day
Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you
And there's no mountain too high
No river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather,
And stars may collide
But I love you (I love you)
Until the end of time(until the end of time)
Come what may
Come what may
I will love you until my dying day
Oh, come what may, come what may
I will love you, Oh I will love you
Suddenly the world seems such a perfect place
Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

quarta-feira, junho 15, 2005

ESte é para vocês!!! =)))

"Andas à procura de galinhas?
- Não - disse o principezinho. Ando à procura de amigos. O que é que "estar preso" quer dizer?
- É a única coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber - disse o principezinho. - Sabes, há uma certa flor...tenho a impressão que estou presa a ela...
- É bem possivel - disse a raposa. - Vê-se cada coisa cá na Terra...

Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros. Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas, se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve de nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor...Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer."

quarta-feira, maio 25, 2005

Conteudo Ofensivo

O
"Agarradas só aqueles que lhes podem dar alguma cena
Fingimento e falsidade fazem-no sem problema
Para todas essas putas cheias de truques e esquemas
É p’ra voces suas vacas que eu dedico este tema
Respeito todas as damas que merecem respeito
Mas nao aquelas putas que se vestem a preceito
Rabo espetado, decote a mostrar os peitos
Só que a vossa beleza nao esconde os vossos defeitos
Nao é o vosso wonderbra nem calcas justas ao cu‘
Tou-te a tratar por voce, mas vou tratar por tu.
Sim, tu, sua puta de merda
Esse teu ar superior nao esconde a escafia que levas
Quem nao te conhece faz de ti uma dama se bem
Mas mal tiras as calcas ve-se logo a rotacao que isso tem
Nadegas descaidas, boa abertura de pernas
Ja deu pra ver que muito urso entrou nessa caverna
Gestos, meninos a podridao é eterna
Quando falas, anh, teu halito cheira a esperma
Rodaste la na escola depois rodaste a minha rua
Quando eu fui à tua zona, ja eras famosa na rua
Rodas de rua em rua
,Quando tas conhecida mudas pra outra
Com direito a tres sabores, na cona, no cu e na boca
A foda põe-te louca, louca como uma vaca
Nem largas o vicio da cona, pois só queres sacar paca
Oferece-me isto, oferece-me aquilo
Põe-te a mao no caralho e aperta os mamilos
Pois fazes-te de inocente, cheia de truques e toda pudica
É melhor cantares outra cancao, que eu ja conheco essa musica
Refrao
Puta do caralho, sua vaca de merda
Lava-me essa boca, fecha-me essas pernas
Nao, tu daqui nao levas
Tas muito batida e eu nao curto carne mastigada
Puta do caralho sua vaca de merda
Lava-me essa boca, fecha-me essas pernas
Nao, tu daqui nao levas nada
Tas muito batida e eu nao curto carne mastigada
Quando te vejo a passar com alguém ao lado
Penso ca pra mim “olha mais um coitado
Caiu na armadilha, mordeu o anzol como muita gente”
Tu és linda como o sol, que ate custa olhar de frente
Tu és a plastica de roupas, bases e cremes
Nao acredito quando falas, nao acredito quando gemes
Nao acredito no teu choro, nao acredito no teu sorriso
Podias mudar de atitude, pensar ganhar juizo
Em vez de zona em zona, rodar de pau em pau
Dar o cu, dar a cona, pedir lucro e dizer xau
Devias evoluir como pessoa, subir o próximo degrau
E raspares dessa cona esse cheiro a bacalhau
Puta perdeste a luta, queres pedir desforra
Uma vez tive contigo deixei de ser…
Fui mais uma vitima que conseguiste apanhar
Na cona duas camisas, no cu tem que ser com câmara-de-ar
A tua unica virtude é que fodes com preservativo
No meio de tanta merda, que haja algo positivo
Gostas de andar de cu tremido, puxado a gasolina
Caralho é o combustivel da tua vagina
Ser puta esta-te no sangue, nao podes mudar a sina
Pois logo aos onze anos deixaste de ser menina
Dez anos passaram a armares-te em boa de puta estéril
Com essa cona contaminada, cheia de virus e bactérias
Sentada no café, passas a tua vida
À noite colas-te a alguém pra ires dar uma saida
Sempre colada a quem tem charros pa apanhares umas mocas
Ou entao fazer noitadas, levar na cona e dar na coca
Só olhas para ti e quem quer gastar contigo
Só pensas em ti, só olhas para o teu umbigo
Talvez um dia o tiro te saia pela colatra
Pois é muita ambicao misturada com comichao na rata!"

segunda-feira, maio 23, 2005

Too Big


3h15m - Insónias.. Nao consigo adormecer.. Tenho saudades... Muitas.. Queria ter te sempre ao pe de mim.. Cada vez me revolto mais.. Nao percebo porque é que so te posso ter ao fim de semana.. é pouco.. nao consigo aguentar isto por mais tempo..Amanha é segunda feira.. O inicio de mais uma enorme e dolorosa semana.. Os dias sao cada vez maiores nesta casa enorme.. Sinto me sozinha aqui.. Venho para casa depois das aulas e nao ta ca ninguem a minha espera.. Fico o resto do dia sozinha.. A olhar para o ontem e a pensar.. Passo por todas as divisoes da casa, mas estao todas vazias, vazias de pensamentos, de memorias.. Ainda nao há nada nesta casa que seja meu... É so uma casa nova.. Ainda nao tenho historias para contar sobre coisas que aconteceram..Sao so varias divisoes completamente vazias, com uma pessoa completamente vazia cheia de divisoes... Posted by Hello